Subtítulo (lead): Entenda como a isolação mineral garante medições precisas em ambientes de alta temperatura, vibração e atmosferas agressivas — e quando você deve especificá-la.
Na instrumentação industrial, erros de medição de temperatura têm consequências diretas: desperdício de energia, refugo de produto, falhas de equipamento e, em casos mais graves, riscos de segurança. É por isso que a escolha do sensor certo vai muito além do preço.
Um dos elementos mais subestimados nessa decisão é a tecnologia do cabo do termopar. E quando o assunto é confiabilidade em condições extremas, o cabo MI (Mineral Insulated — isolação mineral) é o padrão de referência na indústria.
O que é o cabo MI?
O termopar com cabo MI é construído com condutores metálicos encapsulados em óxido de magnésio (MgO) compactado, envoltos por uma bainha metálica contínua — geralmente em aço inox 310S, Inconel 600 ou Inconel 825, dependendo da aplicação.
Esse conjunto é trefilado até diâmetros que variam tipicamente de 1,0 mm a 6,0 mm, resultando em um sensor com características únicas:
Quando especificar cabo MI?
A Cerpar recomenda o cabo MI nas seguintes situações:
✔ Temperaturas de operação acima de 600°C de forma contínua
✔ Ambientes com vibrações mecânicas (fornos rotativos, motores, compressores)
✔ Processos com atmosfera controlada (nitrogenação, cementação, sinterização)
✔ Espaços confinados onde o sensor precisa ser roteado em curvas fechadas
✔ Aplicações onde a troca do sensor gera parada de linha
Tipos de junção e seu impacto na leitura
Um detalhe técnico que muitos engenheiros desconhecem: a forma da junção de medição (ponta do termopar) influencia diretamente a velocidade de resposta e o comportamento em meios agressivos.
| Tipo de Junção | Característica | Indicado para |
|---|---|---|
| Exposta | Resposta mais rápida | Gases limpos, sem pressão |
| Aterrada | Resposta intermediária, boa vedação | Líquidos, gases sob pressão |
| Não aterrada | Isolação elétrica da bainha | Equipamentos com interferência elétrica |
Dica prática da Cerpar: em fornos com aquecimento resistivo, a junção não aterrada evita que correntes parasitas do elemento aquecedor contaminem o sinal do termopar — um problema silencioso que pode gerar desvios de 5°C a 20°C sem disparar nenhum alarme.
Materiais da bainha: como escolher?
Fabricação nacional com rastreabilidade
Os termopares com cabo MI fabricados pela Cerpar seguem as tolerâncias das normas IEC 60584 (termopares) e ABNT NBR ISO 9001, com certificado de calibração disponível para aplicações que exigem rastreabilidade metrológica.
Precisa especificar um termopar para uma condição específica? Entre em contato com nossa equipe técnica: vendas@cerpar.com.br ou (19) 3454-2054.
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Subtítulo (lead): O indicador digital é o elo entre o sensor e o operador. Quando ele falha, você perde o controle do processo. Veja os erros mais comuns e o que fazer para prolongar a vida útil do equipamento.
O indicador de temperatura é um dos instrumentos mais simples do painel de controle — e justamente por isso é um dos mais negligenciados. A realidade que a Cerpar encontra em campo é que grande parte das falhas prematuras de indicadores não é causada por defeito de fabricação, mas por instalação incorreta, parametrização inadequada ou falta de manutenção preventiva.
Listamos os 5 erros mais frequentes que nossa equipe técnica identifica durante visitas e assistências:
Erro 1: Usar o indicador fora da faixa de temperatura ambiente especificada
Todo indicador digital tem uma temperatura de operação máxima para o ambiente onde está instalado — tipicamente entre -10°C e +50°C para painéis industriais convencionais. Quando instalado próximo a fontes de calor (resistências, motores, tubulações expostas), a eletrônica interna sofre estresse térmico acumulativo.
O que fazer: Instale um dissipador térmico passivo ou ventilação forçada no painel quando a temperatura interna ultrapassar 45°C. Verifique a especificação de temperatura ambiente no datasheet do equipamento antes da instalação.
Erro 2: Não configurar o tipo de termopar correto no indicador
Um termopar tipo K e um tipo J produzem tensões (mV) diferentes para a mesma temperatura. Se o indicador estiver parametrizado para tipo J e o sensor instalado for tipo K, o erro de leitura pode chegar a dezenas de graus Celsius — sem que nenhum alarme seja acionado.
O que fazer: Sempre verifique e documente o tipo de termopar configurado no indicador após qualquer substituição de sensor. É uma conferência de 2 minutos que evita horas de diagnóstico de processo.
Erro 3: Usar cabo de cobre convencional entre o sensor e o indicador
O termopar gera uma diferença de potencial (fem termoelétrica) que depende de toda a extensão do circuito. O uso de cabo de cobre entre o sensor e o indicador cria uma junção parasita no ponto de conexão, introduzindo erro proporcional à diferença de temperatura entre o ambiente e o painel.
O que fazer: Use sempre cabo de compensação ou cabo de extensão adequado ao tipo de termopar (ex: cabo de extensão tipo K para termopar tipo K). Verifique também a polaridade na conexão — inversão de polo causa leituras absurdas (temperatura negativa em processo quente, por exemplo).
Erro 4: Ignorar a recalibração periódica
Indicadores de temperatura com entrada em mV ou termopar têm drift (desvio) ao longo do tempo, especialmente quando submetidos a variações bruscas de temperatura ambiente ou surtos de tensão na rede elétrica.
O que fazer: Estabeleça uma rotina de verificação anual usando um simulador de termopar (ou gerador de mV calibrado). Para processos críticos com tolerâncias abaixo de ±2°C, a verificação semestral é recomendada. A Cerpar oferece serviço de calibração rastreável ao RBC.
Erro 5: Não proteger a entrada de alimentação contra surtos
Em ambientes industriais com inversores de frequência, solda elétrica ou grandes cargas comutadas, os surtos de tensão na rede elétrica são responsáveis por uma parcela significativa das falhas em instrumentação eletrônica.
O que fazer: Instale um DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) na alimentação do painel de instrumentação. É um investimento pequeno — menos de R$ 100 na maioria dos casos — que protege instrumentos muito mais caros.
Resumo rápido — checklist de instalação e manutenção:
Tem dúvida sobre a parametrização do seu indicador Cerpar? Nossa equipe técnica atende pelo WhatsApp (19) 3454-2054 — resposta em até 4 horas em dias úteis.
Subtítulo (lead): Contaminação por partículas ferrosas não é só um problema de qualidade — é um risco para o equipamento de produção e para o consumidor final. Entenda como os separadores magnéticos atuam como linha de defesa em processos contínuos.
Imagine um fragmento metálico de 2 mm passando pela linha de produção de uma indústria cerâmica. Para o observador, é invisível. Para o moinho ou prensa que vem a seguir, é uma potencial quebra de peça ou dano às matrizes. Para o produto final, é uma não-conformidade que pode gerar recall, rejeição de lote ou, no setor alimentício, risco ao consumidor.
A separação magnética é um dos processos mais simples e eficazes para eliminar esse risco — e ainda assim muitas indústrias subestimam sua importância ou operam com equipamentos subdimensionados para a aplicação real.
Como funciona a separação magnética?
O princípio é direto: materiais ferromagnéticos (ferro, aço, algumas ligas de inox) são atraídos por campos magnéticos de alta intensidade quando passam próximos ao separador. Partículas não magnéticas (cerâmica, alimentos, plásticos) continuam seu trajeto normalmente.
A eficiência do processo depende de três fatores principais:
Aplicações em indústrias cerâmicas
Na cerâmica, a contaminação ferrosa tem origem em diversas fontes: desgaste de moinhos de bolas, fragmentos de equipamentos de transporte, minerais ferrosos presentes nas matérias-primas (como ilmenita e magnetita em feldspatos e caulins).
O problema é especialmente crítico em cerâmicas de alto valor agregado — como porcelanas técnicas, isoladores elétricos e cerâmicas sanitárias — onde a presença de ferro causa manchas escuras no produto final após a queima, gerando rejeição estética e funcional.
Onde instalar o separador magnético no fluxo cerâmico:
Aplicações em processamento de alimentos
No setor alimentício, a legislação é ainda mais exigente. Normas como a ABNT NBR ISO 22000 (Sistemas de Gestão de Segurança de Alimentos) e protocolos de auditoria como FSSC 22000 e BRC exigem pontos de controle de corpo estranho ao longo da linha de produção.
Fragmentos metálicos em alimentos podem ter origem em:
Os separadores magnéticos atuam como um ponto crítico de controle (PCC) na análise de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), sendo exigidos em pontos específicos do fluxo produtivo para certificações internacionais.
Qual o tipo de separador certo para cada aplicação?
A Cerpar fabrica separadores para diferentes configurações de linha:
| Tipo | Fluxo de Produto | Aplicação Típica |
|---|---|---|
| Grelha magnética | Produto granulado seco | Silos, tremonhas, alimentadores |
| Placa magnética | Produto em fluxo gravitacional | Saídas de moinho, tubulações inclinadas |
| Tambor magnético | Produto em transportador de correia | Mineração, granulados grossos |
| Separador de tubo | Produto em suspensão líquida (polpa) | Cerâmica via úmida, sucos, molhos |
Dica técnica: como verificar se seu separador ainda está funcionando
Com o tempo, alguns tipos de separadores magnéticos (especialmente os de ferrite) perdem eficiência por desmagnetização gradual — especialmente quando expostos a temperaturas elevadas ou a campos magnéticos externos.
Teste simples de campo: use uma moeda de aço (R$0,50 ou R$1,00) a 10 cm da face ativa do separador. Se não houver atração perceptível, a intensidade do campo está abaixo do mínimo operacional. Substitua ou recondiciones o elemento magnético.
Para separadores com ímãs de neodímio (NdFeB) — como os fabricados pela Cerpar — a perda de campo é mínima ao longo do tempo (menos de 1% ao ano em condições normais), mas a verificação periódica ainda é recomendada como parte da rotina de manutenção preventiva.
Conclusão
A separação magnética eficiente protege simultaneamente o produto, o equipamento e a certificação da empresa. O custo de um separador mal dimensionado ou em manutenção deficiente é sempre maior do que o investimento no equipamento correto.
A Cerpar realiza visitas técnicas para levantamento de aplicação e especificação do separador magnético mais adequado para o seu processo. Entre em contato: vendas@cerpar.com.br ou (19) 3454-2054.